Cine en las Arribes del Duero
Doctor Zhivago, La Cabina, Del Pirineo al Duero...
Mapa de La Ribera del Duero en 1641, durante la invasión portuguesa
Cascada del Remolino. ARRIBES DEL DUERO
lunes, 16 de junio de 2014
domingo, 15 de junio de 2014
Fueros de Dom Dinís en 1323
La Historia diferente de las Arribes del Duero- parte 90
Fuero
de Lagoaça en 1323
“Chancelaria Régia D. Dínis,
Liv. I, f.166
Carta de foro dum lugar
que chamam Vilar em terra de Miranda que é chamado Lagoaça[1]
Dom Dinís pela graça de Deus rei de Portugal e do Algarve a
todos quantos esta carta virem faço saber que eu dou catorze pobradores o meu
Vilar que é em terra de Miranda que é chamado Lagoaça que o pobrem a tal preito
que façan foro e vizinhança assim como é conteúdo em o foro de Mogadouro e
dou-lhes por camino como parte pela carreira que vai pelo Freixo e de si como
parte pelo camino do Freixo aproo direitamente como ferir vai em Douro e de si
como parte por Douro a festo e vai ferir em o camino de Bruçó e como se vai direitam,ente á Cabeça do forno telheiro e dali
como se vem direitamente à estante que está esculca e de si como se vai à Carvalheira Grande que está na carreira
da esculca que se parte de Bruçó e de si como se vai ao porto de Maceirinhas
que está em a carreira que vai para Freixo. E essa Ribeira de maceirinhas nao
fazerem prado coutado enhuem. Mais devem fazer moinhos de sum conos de Lagoaça
e os da esculca conos da Lagoaça e montarem e cortarem todos de com sum salvo
escritura pública dos anais e suas faceiras. Em testemunho da qual cousa dei a
ele esta mina carta.
Dante em
Lisboa XXVI dias d’Abril.
El rei o mandou pelo cahanceller. Durao Peres a fez.
Era mil e CCCXXIII”
[1] “ Carta de
fuero de un lugar que llaman Vilar en la Tierra de Miranda que se llama Lagoaça: Don Dinís Rey de portugal por la gracia de Dios y del
Algarve a todos cuantos esta carta vieren hago saber que:
Yo doy a 14 pobladores mi Vilar que está en la Tierra de Miranda que es
llamado Lagoaça, que lo pueblen con
derecho a FORO y a VECINDAD con el mismo contenido que el FORO de MOGADOURO
y les doy por CAMINO el que parte por la
carreira que va a FREIXO y también como parte del camino de Freixo directo que
ocupa el valle en el DUERO, y del camino en el DUERO por las laderas a la cima
y del camino de BRUÇÓ, y como parte del camino de BRUÇÓ y como se va directamente
a la cabeza del horno de la tejera y de allí como se va directamente… y del que
va a la Carballeira
Grande que está en el camino de la esculca que parte de Bruçó
y del que va al Puerto de Maceirinhas que está en el camino que va para Freixo.
Y en esa Ribeira de Maceirinhas no hagan prado acotado ninguno. Además deben
hacer molinos de conos de Lagoaça y los de la esculca conos de Lagoaça y los
monten y los corten todos juntos salvo (existencia) de escritura pública de los
Anales y sus derechos. En testimonio del cual consta les doy mi carta. Dada en
Lisboa a 26 días de abril.
El Rey lo mandó hacer
por el Canciller Durao Peres.
Era de mil y trescientos veinte y tres.”
sábado, 14 de junio de 2014
A la Code del P. Fermín de Mieza
"CODE de MIEZA. El alma se rehace
y columpia en el aire suspendida,
el abismo carece de medida
y la mirada vértigo se hace.
La luz del sol en polvo se deshace
y el águila caudal que en roca anida
sigue el curso del río, que en su huida,
de España y Portugal nudo es y enlace.
Balconada que no admite desliz,
vuelo de ingravidez para un feliz
arcángel que iniciara un desafío.
Abajo, sorteando mil bancales,
el camino, entre olivos y frutales,
llega rendido a máargenes del río".
y columpia en el aire suspendida,
el abismo carece de medida
y la mirada vértigo se hace.
La luz del sol en polvo se deshace
y el águila caudal que en roca anida
sigue el curso del río, que en su huida,
de España y Portugal nudo es y enlace.
Balconada que no admite desliz,
vuelo de ingravidez para un feliz
arcángel que iniciara un desafío.
Abajo, sorteando mil bancales,
el camino, entre olivos y frutales,
llega rendido a máargenes del río".
viernes, 13 de junio de 2014
FARRAPOS DE MEMÓRIA: LÍNGUA CHARRA - Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro, por A. M. Pires Cabral (Letra C)
FARRAPOS DE MEMÓRIA: LÍNGUA CHARRA - Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro, por A. M. Pires Cabral (Letra C)
Cuando éramos una tierra común, y hablábamos más o menos la misma lengua, antes de que los intereses de los poderosos separaran al mismo pueblo...no había fronteras.
Volumen 1: de la A a la E
Editor: Âncora Editora
Cuando éramos una tierra común, y hablábamos más o menos la misma lengua, antes de que los intereses de los poderosos separaran al mismo pueblo...no había fronteras.
Volumen 1: de la A a la E
Editor: Âncora Editora
Ano de edição: 2013
Tipo de artigo: Livro
ISBN: 9789727804221
C.I.: 00000274773
Número de páginas: 567
Edição: 1
Local edição: Lisboa
Idioma: Português
Encadernação: Brochado
Volumen 2: de la F a la Z:
Editor: Âncora Editora
Ano de edição: 2013
Tipo de artigo: Livro
ISBN: 9789727804238
C.I.: 00000274774
Número de páginas: 567
Edição: 1
Local edição: Lisboa
Idioma: Português
Encadernação: Brochado
A. M. Pires Cabral uma recolha de vocabulário popular trasmontano e alto-duriense Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro,obra monumental, com quase 23 mil entradas, distribuídas por 2 volumes, num total de 1184 páginas.
Inês Figueiras fala-nos sobre este trabalho e sobre o seu autor.
Fruto de três décadas de trabalho, este dicionário reúne informação dispersa em outras obras, tendo também por base a memória e experiência do autor, nascido em meio rural e desde sempre apaixonado pela linguagem popular. EmLíngua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro questiona-se a etimologia, faz-se relacionação intervocabular e adicionam-se elementos e comentários que permitem uma melhor compreensão. As entradas são ilustradas com centenas de abonações, retiradas quer de obras literárias, quer do adagiário, cancioneiro, devocionário e romanceiro populares.
El autor:
A. M. Pires Cabral nasceu em Chacim, Macedo de Cavaleiros, em 1941.
A sua actividade literária estende-se pelas áreas da poesia, ficção, teatro, crónica, antologia e ensaio. Estreou-se em 1974, com Algures a Nordeste, tendo publicado mais de 50 obras.
Homem de raízes rurais, de que muito se orgulha e que muito valoriza, tem procurado dar-lhes voz em numerosos momentos da sua obra, de que uma parte muito significativa tem como referente a identidade cultural trasmontana.
Pode parecer estranho e sem sentido, mas as palavras "abundar", "tamaninho" e "canear" fazem parte dos regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro. Significam "trazer", "bocadinho" e "cabecear com sono".
Estas e outras palavras, termos próprios da região transmontana, podem agora ser encontradas em “Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro”, um dicionário da autoria de Pires Cabral.
O trabalho resulta da memória e experiência do autor, nascido em meio rural e desde sempre apaixonado pela linguagem popular, e de um apanhado de todas as obras congéneres a que teve acesso.
“Procurei fazer uma coisa útil às pessoas e, ao mesmo tempo, não deixar morrer [os regionalismos], porque muitos já não se ouvem”, refere Pires Cabral, frisando que “muitos já morreram, mas de qualquer maneira não morreram de todo porque estão registados no dicionário”.
A obra “Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro” é, segundo o autor, uma ajuda importante para saber o significado de um determinado termo regional e para melhor compreender obras de outros autores.
“Quem estiver a ler um conto de Miguel Torga ou de Bento da Cruz terá muita mais facilidade em compreender determinados momentos em que são usados regionalismos”, exemplifica Pires Cabral.
São cerca de 23 mil os termos regionais que podem ser encontrados na obra de Pires Cabral, que está dividida em dois volumes.
Além do significado, neste dicionário questiona-se a etimologia, faz-se relacionação intervocabular e adicionam-se elementos e comentários que permitem uma melhor compreensão. Para além disso, ilustram-se os vocábulos com muitas centenas de abonações, retiradas quer de obras literárias, quer do adagiário, cancioneiro, devocionário e romanceiro populares.
Estas e outras palavras, termos próprios da região transmontana, podem agora ser encontradas em “Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro”, um dicionário da autoria de Pires Cabral.
O trabalho resulta da memória e experiência do autor, nascido em meio rural e desde sempre apaixonado pela linguagem popular, e de um apanhado de todas as obras congéneres a que teve acesso.
“Procurei fazer uma coisa útil às pessoas e, ao mesmo tempo, não deixar morrer [os regionalismos], porque muitos já não se ouvem”, refere Pires Cabral, frisando que “muitos já morreram, mas de qualquer maneira não morreram de todo porque estão registados no dicionário”.
A obra “Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro” é, segundo o autor, uma ajuda importante para saber o significado de um determinado termo regional e para melhor compreender obras de outros autores.
“Quem estiver a ler um conto de Miguel Torga ou de Bento da Cruz terá muita mais facilidade em compreender determinados momentos em que são usados regionalismos”, exemplifica Pires Cabral.
São cerca de 23 mil os termos regionais que podem ser encontrados na obra de Pires Cabral, que está dividida em dois volumes.
Além do significado, neste dicionário questiona-se a etimologia, faz-se relacionação intervocabular e adicionam-se elementos e comentários que permitem uma melhor compreensão. Para além disso, ilustram-se os vocábulos com muitas centenas de abonações, retiradas quer de obras literárias, quer do adagiário, cancioneiro, devocionário e romanceiro populares.
jueves, 12 de junio de 2014
Pequeños secretos de la Presa de Aldeadávila (parte III). IBERDROLA
El día de la Fiesta mayor de Aldeadávila, ya hace casi 64 años,el 24 de agosto de 1955 se publica en "Tipografía Salesiana" de Las Palmas de Gran Canaria, un librito interesantísimo que trata de rescatar, con mucho acierto, gran parte de la tradición poética de Las Arribes, entonces llamada Ribera del Duero, y que se debe al esfuerzo de un religioso salesiano del pueblo, titulándose el librito:
"Florilogio poético y Miscelánea Riberana de Aldeadávila de la Ribera".
Se realizaron dos ediciones en dicha editorial, en 1955 y en 1960.
El libro, publicado actualmente por la Oficina de Turismo y Centro de Visitantes de esta villa de Aldeadávila -Sr. Roberto Rodríguez- rescata, además, el texto original de la Historia del Convento de La Verde y de Santa Marina, que iremos publicando próximamente.
También aporta fotografías de mayo y junio de 1955, en los que ya se encontraba en funcionamiento la ataguía de desvíode la Presa de Aldeadávila, de 30 metros de altura, y el túnel de desvío del Duero que pasaba por tierras portuguesas, en Bruçó -MOGADOURO-.
14 años después, en agosto de 1972 durante el rodaje de "La Cabina" cuando aquella marea humana de hierros, máquinas, camiones, grúas, ruido y trabajadores ya se había marchado. Se puede ver el pésimo estado del firme en la carretera que une la Central de Aldeadávila de la Ribera con el cruce del abanico en La Zarza de Pumareda:
"Florilogio poético y Miscelánea Riberana de Aldeadávila de la Ribera".
Se realizaron dos ediciones en dicha editorial, en 1955 y en 1960.
El libro, publicado actualmente por la Oficina de Turismo y Centro de Visitantes de esta villa de Aldeadávila -Sr. Roberto Rodríguez- rescata, además, el texto original de la Historia del Convento de La Verde y de Santa Marina, que iremos publicando próximamente.
También aporta fotografías de mayo y junio de 1955, en los que ya se encontraba en funcionamiento la ataguía de desvíode la Presa de Aldeadávila, de 30 metros de altura, y el túnel de desvío del Duero que pasaba por tierras portuguesas, en Bruçó -MOGADOURO-.
Con estas fotografías queremos aclarar las fechas de diversos hitos en la Construcción de la Presa Central de Saltos del Duero:
- En 1905 ya estaba confeccionado el primer proyecto apara la Central de Aldeadávila, y el ferrocarril por la Ribera salmantina.
- En 1906 Vicente Augusto Godinho recorre los pueblos de la Ribera, celebrando reuniones, tratando de conseguir permisos.
- En 1948, coincidiendo con las obras del pantano de Saucelle de la Ribera, comienzan los primeros trabajos de aproximación al Duero en Aldeadávila.
- En junio de 1955 ya estaban construidos los accesos, el puente que unía Bruçó con la futura Presa de Aldeadávila y la carretera a la Zarza de Pumareda.
- Antes de dicha fecha ya se han iniciado los túneles de la caverna de central, donde se montarían después todos los equipos mecánicos y generadores.
- Entre 1955 y 1956 comienzan los trabajos de limpieza de rocas y preparación de las paredes de la Presa de Aldeadávila.
14 años después, en agosto de 1972 durante el rodaje de "La Cabina" cuando aquella marea humana de hierros, máquinas, camiones, grúas, ruido y trabajadores ya se había marchado. Se puede ver el pésimo estado del firme en la carretera que une la Central de Aldeadávila de la Ribera con el cruce del abanico en La Zarza de Pumareda:
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